Você já deve ter visto o vídeo:
Um homem senta com um pacote de bolachas em um banco qualquer.
Outro homem senta ao seu lado e começa a comer bolachas.
O homem, fica indignado.
Como ousa, ele pensa, e pega outra bolacha.
O homem, o estranho, lhe oferece um sorriso sincero e pega uma bolacha.
Ambos vão comendo sem reclamar, sem falar nada.
Um sorriso.
O outro faz cara feia.
Quando chega na última bolacha, o homem se apressa e come.
O estranho sorri, se levanta, agradece e sai.O homem, murmura consigo mesmo.
Como aquele estranho poderia ser tão atrevido.
Então, sente algo ao seu lado.
Olha.
Se surpreende.
Era o seu pacote de bolachas.
Inteiro.
Intacto.E assim somos eu e você todos os dias.
Vestimos a nossa toga imaginária e julgamos.Não temos o todo.
Não sabemos os detalhes.
Não perguntamos os porquês.
Só julgamos.Arbitramos o crime e a sentença.
Só julgamos.
A roupa.
A cor.
O tom de voz.
Uma batida de leve.
Um cumprimento mal dado.
Isso basta para que o tribunal imaginário entre em ação.A sentença mais comum?
Culpado, claro.Então, um convite
A mim e a você:Respire.
Nunca tome uma decisão antes de “mastigar” ela.
Nunca faça um julgamento antes de “analisar as provas”.Apenas, respire.
É um exercício complexo esse.Apenas, respire.