empre entendi que o otimismo é uma coisa bacana. Deixar de lado coisas ruins, focar no que deu certo e sucesso.
É fácil? Claro que não! Tenho uma admiração sincera de quem consegue fazer isso de verdade.
Outro dia assisti a um filme, diz a lenda que baseado em fatos reais, “Um Lindo Dia na Vizinhança”, que conta a história de Fred Rogers, um pioneiro apresentador de tv com programa educativo para crianças na TV pública. No filme, Rogers é retratado como alguém calmo, tranquilo, inteligente e totalmente voltado para o otimismo, assim, Rogers conseguiu arrebanhar milhões de fãs, tanto que fizeram um filme dele.
Aí uma pergunta:
Por que hoje em dia isso se tornou um problema? Em busca de respostas fiz o que o brasileiro médio faz: Fui ao Google e perguntei:
Por que positividade é considerada tóxica atualmente?! Então, me deparei com a seguinte resposta:
A positividade é considerada tóxica atualmente porque se transformou em uma imposição social de felicidade constante, que ignora, silencia ou invalida emoções humanas legítimas, como tristeza, luto, frustração e medo. Diferente do otimismo saudável, que reconhece o problema, a positividade tóxica tenta esconder a dor sob frases motivacionais (ex: “good vibes only”, “pense positivo”), causando ansiedade, culpa e isolamento emocional.
Então, se entendi bem, você não pode se sentir bem, positivo, porque outro alguém se sente invalidado como “sofredor”? Não entendi, confesso, por que você ser positivo invalida o que os outros sentem. O correto seria você ser um parceiro no sofrimento e na dor?
Dizer algo como: “pense positivo” tornou-se uma afronta?! Alguém vai se sentir pior porque não consegue “pensar positivo”?
Veja, como disse no começo, essa é uma das coisas mais difíceis do mundo. Se estão certos escritores e pensadores como Napoleão Hill, que diz que você cria o que pensa, isso justifica por si só a situação do mundo atual: pensamos mal. Pensamos errado. Pensamos coisas ruins. E não porque queremos, mas porque somos condicionados assim.
Outro dia, alguém muito próximo a mim teve o carro batido na rua. Cheguei em casa e quando encontrei minha mulher perguntei a ela:
- Viu o carro da fulana? Ela me respondeu:
- Não. O que aconteceu? Comprou um carro novo?
Percebe? Enquanto, se alguém me fizesse a mesma, eu imediatamente em coisas ruins como batida, atropelamento e roubo, ela pensei numa coisa boa.
Inveja. Essa é a palavra.
Encerro, confessando a minha extrema dificuldade em entender, o que há de tão mau em desejar bons pensamentos, em ensejar coisas positivas.
Não sou, mas queria muito ser um otimista inveterado.