Blog do Ediney

No dia do Trabalho: folga!

Mas não vou falar nem de trabalho e nem de folga, até porque estou trabalhando mesmo e não posso deixar os meus leitores (cerca de 1 ou 2) sem uma nova elucubração, e essa é institucionalizada, vindo da Bahia. Como a notícia é tão abusrda, reproduzo aqui o texto da Folha de São Paulo e da brilhante matéria feita pela jornalista Renata Batista:

O Ministério da Educação divulgou ontem a lista dos 17 cursos de medicina que serão supervisionados por causa das baixas notas dos seus alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Para o coordenador do curso de medicina da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Antônio Dantas, 69, o baixo rendimento dos alunos da faculdade no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) se deve ao “baixo QI [quociente de inteligência] dos baianos”.
Os alunos de medicina da UFBA obtiveram conceito dois no exame. “Se não houve boicote dos estudantes, o que não acredito, o resultado mostra a baixa inteligência dos alunos.
Para Dantas, que é baiano, o corpo docente da faculdade é qualificado e não seria justificativa para o mau resultado no exame. O coordenador disse que o suposto baixo QI dos baianos é hereditário e verificado “por quem convive [com pessoas nascidas na Bahia]”.
“O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais [cordas], não conseguiria”, afirmou, ressalvando que há exceções a sua regra.
Questionado se já foi alvo de críticas, Dantas disse que é “franco” e que “reconhece a limitação dos que o cercam”. Ele afirmou que não foi notificado pelo MEC sobre os resultados e que vai analisar os erros dos alunos assim que recebê-los.

Agora sou eu novamente: Então me digam vocês como é que podemos seguir em frente como se nada tivesse acontecido dessa maneira? O coordenador do curso de medicina dizendo uma coisa destas? Achei que faltou na matéria dizer se o próprio coordenador é ou não baiano. É triste, porém é verdade!
Com essa lhes deixo nesse feriado, enquanto a fumaça da churrasqueira ao lado aqui do escritório me embriaga, paro de escrever para não começar a lhes narrar o vai e vem da picanha na grelha.

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