Discussão: empresas ainda precisam de sites?

Bora começar o texto com uma frase clichê: o mundo mudou e isso você já sabe. A gente veio do boca a boca, para panfletos, propaganda em jornais, revistas, depois veio outdoor, rádio, tv, internet, sites, redes sociais e agora, inteligência artificial.

O lance incrível é que tudo isso continua funcionando e valendo de um modo ou outro. Quer dizer: a estratégia moderna de comunicação entende o público-alvo e a persona e, a partir daí, busca um modo de atingi-lo com sua mensagem.

Simples e complexo ao mesmo tempo.

Agora, nessa linha do tempo de comunicação há algo meio iPad, sem um lugar de fato para chamar de seu: os sites.

Com as redes sociais e a inteligência artificial eles parecem perder a importância. Será?

Vamos falar sobre isso e tenho opiniões fortes a esse respeito.

Redes sociais e IA é igual carro de cunhado. Pode ser bonito. Pode te levar do ponto A ao B. Pode até mesmo estar com você por muito tempo, mas, um fato não muda: ainda é o carro do cunhado. Deve seguir as regras do cunhado. Ter o formato que o cunhado quer que tenha. E não importa muito se você gosta ou não. Se concorda ou não. O carro é dele e as regras também.

Com sites é a mesma coisa.
Quando você tem uma página, pode usar, fazer, colocar o que bem entender. Antes, na venda, o argumento era fácil. É o seu cartão de visita virtual. É a sua vitrine online. É a sua loja funcionando 24h por dia para você.

Tudo verdade.
A questão é: isso por si justifica o investimento em um site?

Afinal, hoje, uma empresa pode ser descoberta no Instagram, pesquisada no Google, avaliada no Google Maps, conversar com o cliente pelo WhatsApp, apresentar seus produtos em marketplaces, vender pelas redes sociais e até gerar negócios inteiros sem que alguém tenha visitado seu www.

Então, voltamos à discussão principal:
empresas ainda precisam de sites?

A resposta, pequeno pimpolho, é um retumbante SIM!

E não pense que escrevo isso porque vendemos isso. Vendemos todo o ecossistema de comunicação. Em muitas negociações o site acaba saindo sem custo para o cliente, mas ele sempre existe.

Diversas vezes as ferramentas de redes sociais, caem.
O site salva.

Há redes bloqueadas por decisões judiciais.
O site salva.

E, como no exemplo do carro do cunhado, você não é dono de nenhuma dessas redes e nenhuma dessas regras. O que vale hoje, pode não valer amanhã. Simples, assim.

Instagram não pertence à empresa. LinkedIn não pertence à empresa. TikTok não pertence à empresa. Nem mesmo o Perfil da Empresa no Google pertence à empresa no mesmo sentido em que pertence seu domínio próprio.

As regras dessas plataformas podem mudar quando eles bem entenderem.

O site, por outro lado, continua sendo um dos poucos ambientes digitais sobre os quais a empresa possui controle total.

Ela pode instalar ferramentas de análise, criar páginas específicas para campanhas, produzir conteúdos para SEO e conduzir o visitante ao longo de uma jornada planejada.

E agora, abrimos uma nova discussão: quanto vale um site?
R$ 100? R$ 10.000? R$ 100.000.
A resposta, como todo marketing sério deveria responder é: depende.

Entenda:
Antes o Google Meu Negócio oferecia a possibilidade de toda empresa construir seu site de maneira gratuita. Esse serviço foi descontinuado. Por quê? Porque sites “template”, iguais a todos os outros, sem personalização, sem ser pensado essencialmente para o seu público-alvo simplesmente não fazem diferença. Se for esse o seu caso, sugiro economizar dinheiro e deixar para lá.

Agora, um site pensado para atender ao cliente e objetivo dele, voltado a demonstrar a sua marca exclusiva, a sua autoridade sobre o mercado. Pensado para entregar história, serviços e produtos, esse existe razão de existir, e você deve imediatamente pensar nisso.
Nos EUA, por exemplo, é muito comum agências entregarem sites baseado em probabilidade de aumento de performance. Algo como: o site hoje gera 100 de negócios, depois do novo site a expectativa é que gere 1000, então o valor fica baseado no ganho e não no produto.

Diferenças culturais fazem com que esse modelo de negócios seja inviável no Brasil.

Vou te dar um exemplo mais concreto; um amigo trabalha desenvolvendo sites para o mercado europeu e as diferenças de cultura são enormes. Não há, por exemplo, o jeitinho que temos, ah, vamos acrescentar um campo no formulário, aqui, dificilmente há qualquer cobrança extra, lá, o próprio cliente se antecipa e paga, afinal, houve um trabalho extra.

Esse mesmo amigo desenvolveu um novo site para uma clínica que oferecia serviços de autocuidado e beleza, entre elas, massagem. Antes do novo site, a clínica recebia (e esses números são baseados em lembrança então podem estar errados mas a proporção é essa) 10 ligações de clientes por dia. Depois do site, passou a receber 5 e a maioria estava entendendo que o serviço de massagem era “aquela massagem” se é que me entende.

A proprietária acionou o meu amigo, esse usou as ferramentas como o Google Search Console para tentar entender o que acontecia e o resultado chocou: no ínterim do novo site, uma casa “daquelas” massagens abriu com o mesmo nome do cliente do meu amigo.

Briga? Decepção? “Quero meu dinheiro de volta”? Não. Não estamos falando do mercado brasileiro, ela agradeceu a investigação e fim.

Um pacote de melhorias semanais, cobrados a parte, foi desenvolvido para deixar mais claro de que “aquela” clínica não tem relação com essa e a cliente ficou super satisfeita.

Diferenças culturais, meus amigos. Nesse caso, ponto para os gringos.


Então, meus jovens samurais entusiasmados com redes e IAs. Sim, o site ainda é muito relevante. Ele mesmo é que dará subsídio para IAs e redes “acharem o seu negócio”. Curiosamente, em uma internet cada vez mais dominada por plataformas, algoritmos e inteligência artificial, possuir um pequeno pedaço dela que realmente pertence à empresa tenha se tornado mais importante, e não menos.

Mas, e sim, tem sempre o “mas”, comunicação moderna trata de ecossistema, não há solução mágica, há estratégia e disso, a gente entende. Manda um Whatsapp para a gente e vamos conversar! No mínimo você conhece pessoas interessantes que somos nós!

Abração e até o próximo texto.

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