Os diamantes e os amendoins

Conta a história que o então jovem cadete Douglas MacArthur, que depois seria conhecido como general herói da Segunda Guerra Mundial, com 18 anos, foi a um baile e lá conheceu uma moça de 14, por quem se apaixonou. Foi até seus pais, o que era costume à época, e pediu permissão para dançar com a moça. Eles permitiram; Douglas se apaixonou no mesmo instante. Enquanto dançavam, viu sobre as mesas potes de amendoins, pegou alguns, colocou na mão da moça e olhando em seus olhos, disse: “Daria tudo para que fossem diamantes.” Muitos e muitos anos depois, ao voltar de um exame em que descobriu que um câncer o mataria em poucos meses, chegou em casa, ligou a vitrola, tirou a mulher para dançar, abriu a sua mão e colocou um colar de diamantes, dizendo: “daria tudo para que fossem amendoins”.

Como jornalista, fui pesquisar e descobri que a história é, infelizmente, fantasiosa, ela pode até ter existido, mas o general foi casado duas vezes, e as datas não tornam possível que ela tenha acontecido como descrito. Mas importa?

Estamos falando aqui da mensagem.

A mensagem nos fala do tempo.
Do tempo que temos e do tempo que não temos.
Nenhum de nós pode adicionar um só segundo à sua existência.
É disso que se trata a história.
Se fossem amendoins, estaríamos no começo, com tudo pela frente.
Eram diamantes, símbolo da conquista que o tempo trouxe.
O tempo que passou.

Muitas e muitas vezes só nos preocupamos com o futuro.
Com conquistar.
Ter.
Ter.
E ter.

Se assim é, quem tem o quê?

“Você possui as coisas ou elas possuem você?”
Quando abrimos mão de presença, estamos abrindo mão de quê?

Diz a música:

Eu desejo que você ganhe dinheiro.
Pois é preciso viver também.
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem?!

Diamantes.
Dinheiro.
Tudo isso perde qualquer valor quando falamos de tempo.
Esse é o ativo mais valioso que temos.
E também é o ativo ao qual damos menos importância.

O tempo passa, é inexorável.
Sendo inexorável, não deveríamos, no mínimo, saber o que está sendo feito com ele”

Amendoins.
Danças.
Tempo.
Vida.

Ninguém pode fazer um novo começo.
Mas todos podemos começar agora, de novo, e fazer um novo fim.

Então, toda vez que você estiver diante de amendoins, pense, será que não estou vivendo o melhor momento da minha vida?

Compartilhe: