Discussão: Por que a direita ganha a guerras das redes sociais?

Não importa se você é time Lula ou time Bolsonaro. Se é de esquerda, direita ou centro intergaláctico, há algo em que todos concordam: a direita até agora está dando uma surra na esquerda quando o assunto é redes sociais.

Se não concorda comente abaixo.

E antes de começarem exemplos, ah a deputada x, o deputado fulano. Sim, pessoal, sim.
A palavra exceção precisa existir por algum motivo.

Agora, a pergunta que não cala, e que até então não é entendida pela esquerda é:

Por quê?

Porque a direita é tão atraente e a esquerda, não?

Aqui, lembro, esse post não é político. Não importa se você dorme de conchinha com Lula ou Bolsonaro. Não é sobre isso.

A mais latente razão é a linguagem.
Enquanto a direita afronta o que afronta o cidadão comum.
A esquerda afronta uma possível ameaça futura.

Exemplos práticos para não ficarmos no muro.

O influencer vai na faculdade e fala:
– Olha pai o que o partido vermelho faz, professor doutrinador faz teu filho usar drogas.

Linguagem direta, clara. Público-alvo específico.

O da esquerda e diz:
– Defenda a educação. Paulo Freire é importante.

Linguagem ambígua. Usando personagens pouco conhecidos da massa, sem ameaça real.

Qual discurso ganha o coração? Qual fala diretamente com os pais?

O influencer da direita, abre a câmera e diz:
– Você jovem não tem iPhone porque é caro. Nos EUA é barato porque lá eles não roubam.

Linguagem clara. Público definido. Conexão com a necessidade direta.

O influencer da esquerda, abre a câmera e diz:
– Precisamos defender o Brasil dos EUA. Não somos quintal de ninguém.

Linguagem ambígua. Ameaça nem parece uma ameaça. Zero conexão com a realidade.

Somando A com B, o que temos, enquanto profissionais de marketing, o que temos com isso?

Tudo!

O que vale para a política, vale para a sua marca. Se ela não gerar conexão, não mostrar um remédio para uma dor, ela se torna vazia. Se a marca não falar especificamente com um público-alvo, com a persona, não fala com ninguém.

De discurso vazio, a conexão real, só um alcança o objetivo. Adivinha qual é?!
E aí, me perguntarão:

– Mas e os anúncios, Ediney. Eu anuncio e falo com o público-alvo, certo?
– Certo… em termos.

Essa pergunta carece de uma reflexão: só você anuncia?
Não, claro que não!

O seu concorrente também anuncia. Ele também faz posts. E, ainda que ele faça o melhor post do mundo, também vai anunciar para o mesmo público, e, adivinha em qual publicação o público-alvo vai focar…?

Pois é.

A comunicação política é apenas um reflexo da comunicação tradicional, trivial e cotidiana. Se for bem feita. Com objetivos específicos, mensagem bem estabelecida, e público bem “tagueado”, não tem erro. Infelizmente alguns se perdem no “mais do mesmo”, no fazer por fazer. Se apegam a números, muitas vezes inflados por ego.

View não significa entendimento de mensagem.
Comentário não significa concordância.
Frequência não significa competência.

A regra, como diria Arnaldo, é clara:
– Mensagem.
– público.
– objetivo.
– cura para dor.

Seguindo essa receita, seu público provavelmente não vai querer saber se sua marca é vermelha ou verde, vai querer saber o número para “comprar”. 

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