Há algum tempo o mundo evolui muito mais rápido que possamos acompanhar em sua totalidade. Novos gadgets, novos aplicativos, novos jeitos de fazer as coisas desafiam a percepção humana e sua aplicação.
Hoje quero externar um questionamento que tenho me feito: o que fazer com o tempo livre?
Não, não estou falando do tempo livre de lazer, não. Estou falando do tempo livre que a tecnologia proporcionou, e, claro, estou falando da famigerada ou querida, IA – inteligência artificial.
E também, não, não estou falando de quem está se deixando “substituir” pela IA, não. Outra coisa, mas vamos de exemplo que assim fica mais fácil.
Quem me acompanha aqui sabe que trabalho com marketing digital, e nele a IA já faz praticamente tudo, bem ou mal é discussão para outra tarde chuvosa, mas faz. Eu deixo ela me substituir? Não. Infelizmente, a maioria deixa.
Enfim, uma das atividades que agora a IA faz para mim é recorte de fotos, aquele lance de tirar o fundo, uma atividade que até o ano passado, a depender do objeto, da pessoa, do cabelo da pessoa (sim), levaria entre 30 minutos e uma hora e alguma coisa, agora leva no máximo 3 minutos. Na pior das hipóteses, economizei 30 minutos por imagem.
O que fazer com esse tempo que sobrou?
Aí vem o serne desse texto.
Há os que vão “se divertir”.
Há os que preenchem com ainda mais trabalho.
Há os que tentam se aprimorar profissionalmente.
Cada qual com sua decisão e suas consequências.
E você? Está fazendo o quê?
Conheço um amigo que se substituiu. Simples assim, todas as atividades que fazia, programou, criou bots, prompts e agora a IA faz tudo por ele.
O problema? Ele é um funcionário.
O problema? Ele não é um gênio revolucionário de programação. Então, o que ele fez, qualquer um pode fazer.
E aí a pergunta que não quer calar: por que mantê-lo? Por que pagar o seu salário?
Então… ele não deveria criar tudo isso para se substituir?
Deveria, claro, mas, como tenho dito aos meus alunos, para ajudar nas tarefas, pare entender cenários, para analisar possibilidades, para facilitar a sua vida.
A questão aqui é muito simples.
Quando você se substituiu, o seu concorrente fez o mesmo, o concorrente do seu concorrente fez o mesmo, o zezinho da esquina fez o mesmo.
Fica tudo igual.
Sem diferencial, guerra de preços.
Conta simples.
Há um número enorme de empresas que dispensarão funcionários para “economizar” e no futuro próximo, vão se arrepender, porque tudo ficará igual. IA falando com IA.
Outro dia vi o caso de um recrutador que descobriu que seu entrevistado era uma “IA”, então, também colocou a sua IA para entrevistar, no fim, eles ficaram se despedindo por mais de 6 horas.
Cada profissional tem as suas necessidades, as suas particularidades e os seus objetivos. A inteligência artificial é essencial no processo, no estudo, no aprimoramento pessoal. Se você usar a sua “mão” para substituir o seu cérebro, irá perder. Se você usar a sua IA para aprimorar o seu cérebro, poderá voar ainda mais alto e, olha só… pelo voar da carruagem, um céu bem azul e solitário.
O que acha?